São João Calábria

 "...A Obra é para os tempos actuais..."

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Palavra do Delegado nos Caminhos Fraternos

“ Tudo o que aqui se realiza é pela luz e força que vem de Deus – Pai e Mãe. Portanto Ele deve aparecer. Para nós palavras como: individualismo, protagonismo, aparecer, mostrar-se são excluídas do dicionário calabriano”. S. J. Calábria

 

Com estas palavras do Padre João Calábria abrimos este número dos Caminhos Fraternos para uma auto - análise ou auto avaliação, para um voltar as origens, para que a nossa pertença seja de fé, de abandono, eficiente, afectiva e efectiva a Obra. Pois a experiência mostra-nos que não basta sermos da família Calabriana, para termos a garantia da vivência dos valores proclamados e vividos. Os tempos que correm trazem consigo contra valores que por serem apetecíveis e atraentes vão sendo aceites como valores a ponto de serem não só aceites como também assumidos como realmente valores. Por isso devemos estar vigilantes afim de discernirmos quais são estes contra valores e termos a coragem de denunciarmos, passando assim de Evangelizadores a Evangelizados neste processo dialéctico e espiral.

A poucos dias celebramos o nascimento da Igreja, a festa do Pentecostes. S. Lucas deixa-nos plasmado nos Actos dos Apóstolos, a experiência da comunidade cristã. Os apóstolos cheios do Espírito Santo pregam e o povo os ouvia cada um na sua própria língua. A linguagem da Igreja Universal é ouvida por todos e cada um na sua própria língua. É o milagre de Deus. Deve ser esta língua que nós também estamos e devemos pregar, a linguagem da Boa Nova, a linguagem do amor, da unidade, do Espírito Puro e Genuíno, a linguagem de que a Obra é para os tempos actuais. Mas para tal, temos de fazer a experiência de estar na escola do Mestre. Os tempos são exigentes e difíceis e para tal precisa estar com os lombos cingidos, estar com a couraça da justiça, os pés com a Boa Nova da Paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito como diria S. Paulo.

Estamos ao final do primeiro semestre, certamente teremos feito as nossas programações e planificações e agora está chegando o momento de avaliarmos a exiguidade das mesmas. Sem a planificação e o programa comunitário a comunidade desnorteia-se e por isso seria a primeira preocupação de uma comunidade a realização deste acto de caridade à comunidade, à missão e à própria Delegação e sinal de maturidade de nossa parte. Qualquer família por mais simples e modesta que seja, tem um plano, metas a atingir a cada dia, mês e ano. Nós como Delegação as ferramentas as temos, graças a Deus, a ousadia e a criatividade está à nossa vista. O relativismo e o espírito da mundanidade, alheio até a nossa própria Consagração e pertença a Obra vai tomando conta em parte do nosso ser e estar. Dai a necessidade da humildade em vermos estes sinais, de julgarmos, discernirmos e agirmos para o bem das nossas comunidades e da nossa Delegação e por último término para a nossa santificação. Ajudemo-nos irmãos.

Que Deus Pai e Mãe nos ajude a vivermos estes propósitos. E como o Pe. João Calábria dissemos hoje iniciamos de novo.

Estes são os votos que desejo a família Calabriana

Pe. António Temo Armando

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